quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Ela é uma pessoa incrível. Sempre foi. Daquelas pessoas tão incríveis que você nem consegue entender como vieram parar nesse planeta. É, ela é daquelas. Muito melhor do que eu, do que você e do que essa loira aí do seu lado. Ela tem aquelas qualidades que eu nunca mais encontrei em ninguém. Ela é daquela que é diferente. Ela tem valor, merecimento, caráter. Ela tem tanto, mas tanto e eu sei que isso dói. Isso também me dói. Ela tem tudo, só não me tem mais.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Sabe aquela sensação de que você faz tudo errado? Sabe aquela exaustão mental? Sabe aquela vontade de chorar? Sabe aquela vontade de silêncio, colo e cafuné? Sabe quando o tempo parece não passar? Sabe quando você não quer fazer absolutamente nada? Sabe quando você não quer pensar em absolutamente nada? Sabe quando o sono te domina? Sabe quando o corpo dói? Sabe quando você não tem quem quer por perto? Sabe quando você se sente sozinha? Sabe TPM fora de hora? Sabe aquele dia caótico? Aquele que você tem que engolir UMONTE de sapos? Sabe? É. Hoje eu sei.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Fim de tarde
Memórias não são só memórias.
Eu queria te encontrar no fim da tarde. Seria um dia quente como hoje, porque minhas lembranças de você sempre me remetem a dias quentes. Acho que, ao longo de todos esses anos, eu sempre te vi com mais frequência no verão. Mas hoje eu queria só te encontrar no fim da tarde, mesmo se estivesse um frio de rachar lá fora. Quem sabe andar ansiosa pelas ruas centrais até chegar onde você estaria me esperando ou simplesmente topar contigo por acaso em um lugar qualquer. Talvez calçar meus tênis de guerra, sair pra correr sem rumo e acabar parada na porta da tua casa, talvez sair da faculdade e sentar nos últimos degraus da tua escada até que você finalmente chegasse ou virar em direção a porta do meu quarto e te ver inusitadamente parada na minha frente. To tentando dizer que eu não queria absolutamente nada além de te encontrar no fim da tarde. De qualquer jeito, por qualquer motivo ou até por motivo nenhum; só mesmo pra poder te olhar um pouquinho e sentir tudo o que eu sinto só quando você está por perto.
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No mais, eu queria que escrever sobre você fosse te trazer de volta pra minha vida como antes.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Ela olhava todas aquelas meninas de pele suave e cabelos loiros e lisos, ou morenos e lisos. De qualquer cor, mas invariavelmente lisos. Duas horas de maquiagem, duas para cada peça de roupa. Unhas bem feitas. Bolsa da última coleção.
Ela as via passar, as meninas jovens. Tão cheias de energia que quase saltitavam a cada passo, balançando exageradamente os cabelos bem tratados. Cansava, aliás, de vê-las passar. Nada dizia. Nada dizia com os olhos tampouco. Não falceteava, não fraquejava, não descompassava. Seguia. Sempre. Mulher determinada. Mulher decidida.
Perguntei se ela não as invejava. Eu bem sabia que nem eram assim tão mais novas quanto aparentavam. Ela riu. Riu deliciosamente. Riu ao tocar os cabelos desgrenhados com suas unhas por fazer. Riu usando a calça mais confortável do armário. Riu de cara lavada. Riu de verdade. "Não. São lindas meninas. Ainda assim, apenas meninas com tanto a aprender e.."
Compreenda.. a vida é muito mais.
Ela as via passar, as meninas jovens. Tão cheias de energia que quase saltitavam a cada passo, balançando exageradamente os cabelos bem tratados. Cansava, aliás, de vê-las passar. Nada dizia. Nada dizia com os olhos tampouco. Não falceteava, não fraquejava, não descompassava. Seguia. Sempre. Mulher determinada. Mulher decidida.
Perguntei se ela não as invejava. Eu bem sabia que nem eram assim tão mais novas quanto aparentavam. Ela riu. Riu deliciosamente. Riu ao tocar os cabelos desgrenhados com suas unhas por fazer. Riu usando a calça mais confortável do armário. Riu de cara lavada. Riu de verdade. "Não. São lindas meninas. Ainda assim, apenas meninas com tanto a aprender e.."
Compreenda.. a vida é muito mais.
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